sábado, 4 de janeiro de 2014

Planejamento da carteira - controle, projeção e plano de ação para 2014

Desde que estabeleci objetivos para o meu dinheiro, janeiro e julho deixaram de ser meros meses de balanço; eles passaram a ser mais importantes do que isto.

O fechamento do semestre passou a ser um ponto de chegada/partida importante para a análise do planejamento estabelecido. E como já expus no planejamento de julho, a pergunta que me faço nestas horas é "como estou me saindo?"

Eis a resposta atualizada, tendo por base os dados do 2° semestre de 2013:

 

Ganhos/Gastos (comparação com 2012)

                            (1° sem)        (2° sem)         (anual)

▲% dos Ganhos: +16,94%        +13,76%        +15,04%  
▲% dos Gastos: + 31,25%        +49,09%        +37,38%
 

Proporção dos Gastos com relação aos Ganhos :

             (1º sem)       (2° sem)        (anual)
 

2013      52,37%        21,90%         34,27%*
2012      46,03%        16,71%         27,97%
2011      69,40%        24,28%         40,67%  
2010      66,53%        30,73%         44,58%  
2009      80,14%        34,36%         48,48%
*meta: abaixo de 40%

Aportes - proporção dos Aportes com relação aos Ganhos:

            (1º sem)      (2° sem)       (anual)

2013     34,04%        65,88%       52,60%
2012     42,67%        67,89%       56,12%  
2011     16,89%        67,45%       48,36%
2010     26,80%        61,16%       46,93%  
2009     14,36%        59,37%       45,18%

Renda Passiva (Yield) da Carteira:


2013      11,82%*   
2012       9,17%  
2011       7,52%  
2010       5,00%  
2009       8,89%
*meta: 10%

Uma vez apresentados os resultados, passo a comentá-los.


Com relação aos Ganhos:

- houve um incremento nas entradas do 1º semestre ligeiramente superiores às do 2º, o que ajudou a reduzir a distorção que mais preocupa no meu orçamento: ganho menos e gasto mais no 1° semestre do ano, o que prejudica a consistência dos aportes.

- tenho plena convicção de que, para alcançar meus objetivos é preciso incrementar meus rendimentos o mais rápido possível. E para que isto aconteça, só trocando de emprego. Assim, sigo estudando e aguardando nomeação(ões).


Com relação aos Gastos:

- reitero o que fora dito no planejamento passado: 2012 foi um ano de frugalidade extrema, cujos resultados não estiveram à altura das restrições impostas à minha qualidade de vida. Por isso já era esperado um aumento nas despesas superior às receitas.

- apesar da alta variação percentual, em valores absolutos os Gastos ficaram levemente superiores aos de 2011. Apesar de controlados, pretendo reduzi-los a 30% dos Ganhos. E mantê-los neste patamar.

Com relação aos Aportes:

- a meta de fazer aportes mensais mínimos foi cumprida, mas provou ser muito acanhada: desde março venho conseguindo aportar além do planejado, sem com isto prejudicar meu orçamento.

- como o extraordinário tornou-se um hábito, foi aumentado o valor do aporte mínimo para 2014 em 50%.


Com relação ao Yield:


- a meta de 10% foi alcançada em outubro, o que gerou, inclusive, uma premiação.  
- para 2014, a meta segue sendo a mesma: 10% do capital do ano anterior.

- em valores absolutos eu recebi 80,2% a mais do que em 2012.

- graças aos proventos extraordinários da Cemig e também pelos 2 trades feitos em 2013, pela 1ª vez o valor da renda passiva superou o valor das despesas. Apesar de complicado, espero repetir o feito em 2014.


Analisadas essas 4 variáveis, passo a fazer mais alguns esclarecimentos.

A meta de crescimento da carteira para 2014 é mesma dos anos anteriores: 30%. Em 2013, ela cresceu apenas 15,44%, o que considero um ponto fora da curva (a título de curiosidade... em 2012 ela cresceu 37,07%; em 2011, 38,71%; em 2010, 38,77% e em 2009, 101,31%).

A divisão dos ativos para 2014 foi estabelecida em 70% Ações, 15% TD e 15% FII. Apesar dos sinais de alerta emitidos pelo mercado nacional, sigo confiante na estratégia adotada.

Os aportes do primeiro semestre serão destinados integralmente às 4 ações faltantes (Grendene + 3). Candidatas: CIEL3, PSSA3, SBSP3, NATU3, HGTX3 e CCRO3.

Ainda não decidi o que fazer com as CMIG4 recebidas em dezembro. Vou mantê-las até decidir se o melhor a fazer é convertê-las em CMIG3 ou arrecadar recursos para terminar de comprar os demais ativos.

Estou ciente de que, ao optar por aportar exclusivamente em ações, criarei uma profunda distorção com relação aos títulos e aos FIIs. As correções, contudo, serão feitas no segundo semestre.

Para finalizar, fico na torcida para que mudanças significativas aconteçam na minha vida em 2014. As chances são boas, fruto do empenho feito nos anos anteriores. Um excelente 2014 a todos!

11 comentários:

  1. ótimo controle e evolução, parabéns!

    Das candidatas, só não tenho Grendene, Porto Seguro e Sabesp, mas 2 delas devem entrar na carteira nas próximas semanas.

    Abraços

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    1. Obrigado, EI!

      Espero terminar esta transição ainda este ano, mas não será uma tarefa simples.

      Independente das que escolher, tenho certeza de que está fazendo uma boa escolha, pois são todas empresas sólidas e muito bem administradas.

      Abraço!

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    1. Bem-vindo, Sonny Bono!

      A rentabilidade anual está no post anterior, que trata do fechamento de dezembro.

      Abraço!

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  3. Leal este estudo, meu próximo post será exatamente igual a este pois já estava planejando discorrer sobres gastos e aportes.
    Vou vender as minhas CMIG4 recebidas, sabe se esta venda entra como lucro ou dividendo recebido para fins de imposto de renda?

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    1. Valeu, Uó!

      Fico feliz em saber que não estou sozinho nesta empreitada.

      Com relação à bonificação da Cemig, eu vou aproveitar a deixa e explicar toda ela. Caso só queira saber a respeito da venda, pule para o final.

      Abraço!

      Para o IRPF 2014:

      Uma vez que ela foi aprovada e ocorreu o desconto no preço da ação ainda em 2013, você terá de declarar no IR 2014 a bonificação na aba Bens e Direitos, código 99. O texto a ser colocado no campo "Discriminação" será:

      'Créditos em trânsito - Bonificação de X ações CMIG4 cotadas a R$5,00 cada a receber em 2014 de CEMIG S.A. CNPJ 17.155.730/0001-64'

      O valor em 31/12/2012 é R$0,00; o valor em 31/12/2013 é o de X ações recebidas multiplicado por R$5,00.

      Para o IR de 2015:

      Como você teve ganho de capital, deverá declará-lo no item 14 na aba Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Basta repetir o valor calculado acima.

      Mantida a ação em carteira até 31/12/2013, ela será declarada na aba Bens e Direitos, código 31:

      - no valor médio de R$5,00, caso sejam as únicas possuídas por você;
      - junto às demais ações CMIG4 de que disponha, alterando seu preço médio;

      Em qualquer hipótese, ela não pode ser declarada conjuntamente com CMIG3, pois tratam-se de bens diferentes.

      E, finalmente, caso as ações bonificadas sejam vendidas e o valor da alienação for menor que R$20.000,00 no mês em questão, declare o lucro da operação no item 18 da aba Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.

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    2. Obrigado LdL, vou voltar aqui daqui uns meses quando for fazer a declaração, rs. Este ano vai dar um baita trabalho, o que vendi e comprei de ações não foi brincadeira, Já tinha um prejuizo acumulado em dezembro último de mais ou menos uns 20.000, este ano deve subir para uns 40.000. O bom disto tudo é que não pagarei imposto de renda tão cedo, só isto mesmo, rs.

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    3. dezembro último = dezembro/2012, rs.

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  4. Amigo, acabei de conhecer seu blog por um comentário no Saindo da Pindaíba. Estou impressionado com seu controle! Estou começando agora e pretendo adotar alguns deles para o meu controle também!

    Parabéns pelo blog e pela sistemática!

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    1. Bom dia IC! Seja bem vindo!

      Este tipo de controle é legal para se descobrir quais são e qual o tamanho dos gargalos do seu orçamento. Foi com base neste estudo que descobri a necessidade de reservar um dinheiro no todo mês para pagar as despesas de começo de ano, por exemplo.

      Se você já vem fazendo o orçamento doméstico, passar para os percentuais não é nenhum bicho de sete cabeças. Qualquer dúvida, é só perguntar.

      Abraço!

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