terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Que todos possam aproveitar esta pausa na correria do dia a dia para renovar as energias, pois 2014 já está ao nosso alcance!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Proventos e ivestimentos - Dezembro 2013

O mês de dezembro já passou da metade, e só um milagre tira minha carteira do vermelho. Até o momento, ela sofre queda de 4,41% no mês, contra 4,56% do Ibovespa.

Como o último mês do ano geralmente é acompanhado de proventos extraordinários, nada tenho a me queixar: JCP e dividendos de CMIG3 (R$0,89/ação*); dividendos de XPGA11 (R$1,20/cota) e BCFF11b (R$0,84/cota).

* valores líquidos, já descontado o IR correspondente.


Fora isso, bonificação de ABEV3 e CMIG3 (esta em papéis PN), mais JCP de ETER3, todos eles sendo pagos em 2014.

Com relação ao aporte mensal, este mês ele vai para Grendene (GRND3). O objetivo é alcançar, o mais rápido possível, a posição mínima da carteira.

Já o aporte residual vai para NTN-F 010123. Assim, garanto um rendimento extra no dia 1º e ainda asseguro uma tributação menor quando for receber o pagamento do próximo cupom, em julho.

Boa semana a todos!

______________________________

Errata: o valor da rentabilidade de dezembro foi calculado errado. Fiz o parcial comparando com o fechamento de outubro, e não com o de novembro.

Em resumo: a carteira estava no vermelho, mas num percentual bem menor que o calculado acima.

Hoje (19/12) a rentabilidade de dezembro está em 0,65%, contra -1,62% do Ibovespa. 

Abraço!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Qual o valor necessário para a sua independência financeira?

Nos últimos dois meses, deixei aqui no blog uma pergunta aos frequentadores:  "Que valor você considera necessário para a sua independência financeira?"

Pois bem: no dia 29 de novembro esta enquete foi encerrada. E o seu resultado deixou algumas coisas bastante claras para este que vos escreve.

Em primeiro lugar, não existe uma resposta padrão à questão apresentada. Vai depender de uma estimativa, uma previsão do que cada um de nós necessitará para viver depois de encerrado o período de acumulação.

E quanto maiores as necessidades (para muitos, os sonhos a serem contemplados), maior o montante a ser amealhado.

Para quem quiser aprofundar mais neste ponto, existe um post publicado pelo Investidor Defensivo ano passado, onde ele explica como definir o valor ideal da renda passiva tendo como foco as despesas, disponibilizando, inclusive, uma planilha para tanto. É só clicar aqui.

Em segundo lugar, tampouco existe consenso quando o assunto passa a ser a estratégia do como usufruir o capital amealhado.

Dada a diversidade de respostas, creio que existam dois grupos distintos: uma maioria que pretende consumir o principal + rendimentos e uma minoria que opta por viver apenas dos rendimentos.

E aqui começam as deduções, tendo por base também a primeira pesquisa feita aqui no blog.

Acredito que a opção da maioria seja motivada pelo fator tempo. Quando aceitam uma dilapidação gradual do principal, mesmo que pequena, acabam tendo uma menor necessidade de patrimônio para manter determinado padrão de vida.

Logo, podem se aposentar mais cedo, antes de 50 anos - desejo de nada menos que 80% dos frequentadores do blog.

Com relação à minoria, creio que o foco esteja na segurança financeira. Para estes pouco mais de 20% dos frequentadores, o período de acumulação pode ser acrescentado em até uma década, contanto que o principal, corrigido pela inflação, não seja utilizado no pagamento das despesas.

Para estas pessoas, parar de trabalhar não é o desejo primordial, mas uma das várias opções possíveis diante de um patrimônio-alvo maior.

Independente da opção escolhida, é fascinante perceber que não existe uma resposta definitiva à pergunta. Mais do que isto: ver demonstrada que cada cabeça tem o seu próprio objetivo/planejamento só aumenta o interesse de estudar as alternativas existentes - principalmente para saber o que pode ser melhorado na nossa estratégia individual.

Agora vou aproveitar o gancho do tema para fazer um desabafo.

Para a maior parte da população, ter independência financeira é o mesmo que levar uma vida de milionário. De preferência, poder levar a vida social do Rei do Camarote, enfeitar a sala com automóveis de luxo e ser assunto do mês na revista Caras. Desejar menos do que isto pode ser considerado pensar pequeno.

Algo surreal.

Não é a toa que, ao receberem uma grande quantia em dinheiro (loteria) ou bens (herança), a maior parte dos sortudos acaba dilapidando rapidamente esse patrimônio. Para eles, o importante é realizar os seus desejos imediatos, pouco se importando com questionamentos que, para mim, são imprescindíveis: este padrão de vida é compatível com o dinheiro que possuo? Se sim, por quanto tempo?

A título de exemplo, sugiro que assistam o filme nacional "Até que a sorte nos separe". Além de ser um filme bastante engraçado, demonstra muito bem o estrago que o dinheiro em excesso pode fazer numa pessoa despreparada para administrá-lo.

E em caso de dúvida sobre que estratégia tomar, faça exatamente o oposto ao praticado pelo personagem vivido pelo hilário Leandro Hassum. Não tem como errar hehehe

De resto, nada tenho a reclamar das minhas férias. Que continue assim.

Abraço a todos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Nova ação da carteira: Grendene (GRND3)

Como já havia explicado em posts anteriores, possuo dois objetivos para 2013: diversificar a carteira e também diversificar os ativos pertencentes a cada subdivisão dela.

Aproveitando uma contingência de mercado, a saber, uma queda da cotação superior a 20% nos últimos meses, adicionei as primeiras ações da Grendene S/A (GRND3) à carteira de Renda Variável.

Optei por esta ação em detrimento das demais por considerar tal correção acentuada por demais. Os fundamentos da empresa em questão não pioraram, muito pelo contrário. Sem falar que considero não só importante, mas fundamental possuir tanto empresas de dividendos quanto de crescimento num portfólio que visa o longo prazo.

Pesou também na escolha a constatação que as demais ações analisadas estão mais caras que GRND3 no momento. E deverão seguir mais caras até que eu consiga alcançar os 10% de posição relevante para o ativo, o que me garante foco enquanto aguardo por um melhor momento de entrada.

Uma boa semana a todos!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fechamento - Novembro 2013

Novembro foi um mês turbulento para a bolsa brasileira. Em boa parte consequência das barbeiragens decorrentes da política econômica pra lá de intervencionista e desenvolvimentista do nosso país.

Quanto a mim e minha carteira, novembro deixa como lembrança um gostinho amargo de ressaca. Faz parte. Os meses imediatamente anteriores foram muito bons e era previsível que alguma correção fosse feita por parte do mercado.

De qualquer forma, novembro foi um mês muito bom para a renda passiva, com o recebimento de proventos provenientes de várias fontes: CRUZ3(R$0,03/ação*), XPGA11 (R$1,05/cota), BCFF11b (R$0,84/cota), ELPL4 (R$0,29/ação*) e BBAS3 (R$0,07/ação*).

* valores líquidos, já descontado o IR correspondente.

Também foi um mês positivo pela venda de BBAS3, cujo capital, somado ao aporte acabaram possibilitando a entrada de Eternit na carteira a um preço bastante convidativo. Também foi possível fazer o balanceamento do portfólio da RV com o dinheiro restante (compras de Ambev e Souza Cruz no fracionário).

Com relação à renda fixa e aos FII, nenhuma novidade: preços oscilando, proventos na conta. E vida que segue.

Resultados

Baseando-me na planilha de cotas do amigo Além da Poupança, a carteira desvalorizou-se -3,60% no mês, o que elevou as perdas no ano para -6,55%.

Por seu turno, a carteira fechou novembro assim:



Na divisão com base nos ativos, estou no momento com:

Ações: VALE5 28,5%; CMIG3 26%; ABEV3 11,8%; CRUZ3 11,4%; ELPL4 11% e ETER3 11,3%.
FII: XPGA11 53,8%;   BCFF11b 46,2%

TD: NTN-F 010121 91,5%; NTN-F 010123 8,5%

Perspectivas para dezembro

Férias. Simples assim. E quer coisa melhor?

Como viajar este ano não é uma opção, aproveitarei o tempo livre para fazer o estudo intensivo que muitos concurseiros de meio período sonham. Assim, chego nas provas de janeiro/fevereiro com a faca entre os dentes.

Para os que porventura critiquem esta escolha, informo que pelo meu planejamento ótimo tampouco poderei gozar férias em 2014, pois no emprego novo necessitarei cumprir 12 meses de trabalho ininterrupto para adquiri-las. Mas com sorte haverá banco de horas ou recesso no final do ano, e assim poderei viajar com minha namorada - este ano não tivemos essa opção.

Com relação à carteira, o balanceamento das ações abriu um bom leque de possibilidades, que serão analisadas tendo-se por premissa a alocação do dinheiro das férias, 1/2 do meu 13º e ainda proventos decorrentes dos FIIs e também de Cemig.

Algumas possibilidades em estudo:

- poderei seguir comprando as ações que já possuo, reduzindo a distância das mesmas com relação a Cemig e Vale;

- poderei partir para um novo ativo - e meus estudos apontam CIEL3, SBSP3, NATU3, HGTX3 e PSSA3 para este posto;

- e, finalmente, poderei focar os aportes em renda fixa ou na compra de um novo FII.

Para finalizar, agradeço a todos que votaram na enquete referente ao valor que cada investidor considera necessário para a sua IF. Com base nas respostas tocarei no assunto ainda no mês vindouro. Bom inicio de dezembro a todos!  

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mudanças na carteira

Notícias da carteira Longe do Limite:

Saiu Banco do Brasil.

Motivo: acionou o stop loss pela parte da manhã. Simples assim. Não queria vender, mas melhor garantir 10% de lucro que depois passar o resto do ano arrependido de não ter protegido o capital.

Entrou Eternit.

Motivos: já estava no radar; preço abaixo de R$9,00; dinheiro da venda de BBAS3 estava na conta da Corretora.

Aproveitei também para comprar Ambev até os 10% do patamar mínimo. E ainda sobrou uma graninha, que será empregada em tempo oportuno para recomprar BBAS3, reforçar posições em outros ativos ou comprar um ativo diferente.

Nota mental: lembrar de ir alterando o stop loss. Poderia ter aproveitado melhor a alta da ação.

sábado, 9 de novembro de 2013

Proventos e investimentos - Novembro 2013

Carteira em baixa até o momento em novembro. -2,41% contra -3,67% do Ibovespa.

Caso nenhum pagamento extraordinário se confirme, os proventos do mês serão bem modestos quando comparados com os de outubro: JCP de CRUZ3 (R$0,02/ação*); dividendos de XPGA11 (R$1,05/cota) e BCFF11b (R$0,84/cota).

* valores líquidos, já descontado o IR correspondente.

Por outro lado, novembro sempre foi um mês que passava em branco quanto a renda passiva, o que demonstra mais uma vez a boa evolução da carteira no quesito fluxo de caixa.

Com relação ao aporte, algumas colocações.

Tanto o aporte mensal (fixo) quanto o residual serão aplicados em ações.

Este mês, o foco dos aportes foi e será Ambev (antes AMBV3, agora ABEV3).

O verbo ir foi conjugado em dois tempos verbais na frase acima por motivos distintos:

- ele se encontra no pretérito perfeito porque decidi ser ganancioso quando o mercado aparentou ter medo. Em outras palavras, aproveitei a queda temporária do ativo, fruto de um lucro líquido trimestral menor, para aumentar a exposição do papel para 5% da carteira de ações.

- ele se encontra no futuro do presente porque considero a migração da ação para o Novo Mercado e o aumento da sua liquidez com o desmembramento de 1:5 pontos favoráveis para uma valorização maior da empresa no curtíssimo prazo - mas dentro de um patamar que não será prejudicial aos meus aportes futuros.

Até o momento, a decisão tem sido acertada. O papel já acumula alta de 4,8% desde que entrou para a carteira, o que amenizou um pouco as perdas do mês. Fico na torcida para que ele não dispare, contudo, haja vista que estou apenas na metade da quantidade a ser adquirida.

De resto, espero que este movimento baixista nas bolsas emergentes seja revertido, como forma de termos mais um bom fechamento em novembro. Bom final de semana a todos!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Fechamento - Outubro 2013

Conjuntura

Para muitos, outubro de 2013 será marcado pelo último capítulo da OGX Petróleo na BM&FBovespa. Com o pedido de Recuperação Judicial encaminhado à Justiça do RJ no dia de ontem (30/10) e seu derradeiro leilão na manhã de hoje (31/10), as notícias referentes à empresa passam a não ser problema apenas dos credores e acionistas minoritários, mas também da Justiça. Talvez até da Polícia.
 
Aos comprados, segue um quadro que vislumbra o funcionamento de uma Recuperação Judicial:



Quanto a mim e minha carteira, outubro passou como se estivesse voando em céu de brigadeiro. E finalmente à velocidade de cruzeiro.

O mês foi brindado por inúmeros proventos: CRUZ3(R$0,47/ação*), XPGA11 (R$0,95/cota), BCFF11b (R$0,70/cota), VALE5 (R$0,82/ação*) e CMIG3 (R$0,85/ação*).

* valores líquidos, já descontado o IR correspondente.

Também fui agraciado com a maior parte do pagamento da participação dos lucros do meu emprego, o que reforçou ainda mais meu caixa. E assim pude sair às compras com maior desenvoltura.

O aporte mensal, como já havia informado anteriormente, teve de ser dividido: parte foi para BCFF11b, concluindo o balanceamento da minha carteira de FII; parte para CRUZ3, que por sua vez foi também o destino do aporte residual de outubro.

Com relação aos valores recebidos via remuneração variável do meu emprego, os mesmos foram destinados para adquirir ações da Ambev (AMBV3) - o mais novo ativo do meu portfólio.

Com relação à renda fixa, nada de dinheiro novo em outubro. E é bastante provável que novas compras aqui só ocorrerão em janeiro, com o objetivo de reaplicar os cupons semestrais dos papéis.

Resultados

Baseando-me na planilha de cotas do amigo Além da Poupança, a carteira valorizou-se 6,98% no mês, o que reduziu as perdas no ano para -3,06%.

Em outras palavras: se antes a possibilidade de terminar o ano no azul era remota, agora ela é viável.

Sem mais delongas, a carteira fechou outubro assim:



Na divisão com base nos ativos, estou no momento com:

Ações: VALE5 27,7%; CMIG3 26%; BBAS3 22,3%;  ELPL4 11,3%; CRUZ3 9,5% e AMBV3 3,1%.

FII: XPGA11 56%;   BCFF11b 44%

TD: NTNF010121 91,4%; NTNF010123 8,6%


Perspectivas para novembro

Novembro será um mês de volta à rotina. Infelizmente.

O aporte mensal irá agora para AMBV3. O ativo em si é novidade, mas o objetivo por trás das compras (10% da carteira de ações) dependerá de, foco, constância e muita dedicação. No melhor dos cenários, o alcançarei dentro de 6 meses.

Já o aporte residual terá como destinação o balanceamento da carteira. A princípio, terá como destinos AMBV3, CRUZ3 e ELPL4. A depender do que ocorrer no decorrer dos pregões diários de novembro.

E como não poderia faltar, alguns proventos a receber dos FIIs e de Souza Cruz pingando na conta. Valores bem menores do que os recebidos em outubro, mas muito maiores que os recebidos em novembro do ano passado. Sinal que a rotina, apesar de monótona, vem sendo muito benéfica aos meus objetivos de médio/longo prazos.

De resto, sigo esperando boas novas das empresas que ainda não divulgaram os balanços do 3T13. E também contando os dias para as minhas merecidas férias. Bom início de mês a todos! 

sábado, 19 de outubro de 2013

Proventos e investimentos - Outubro 2013

O Ibovespa resolveu disparar a valer em outubro: 5,81% nas três primeiras semanas. Em grande parte pelos 95% de alta da OGXP3.

Minha carteira cresceu menos no mesmo período, 3,61%. Ainda assim, uma boa evolução - e, a meu ver, com mais chances de se sustentar nesse patamar até o final do mês que o principal índice brasileiro.

Mas passemos a falar dos proventos. Este mês já recebi dividendos de CRUZ3(R$0,47/ação*), XPGA11 (R$0,95/cota) e BCFF11b (R$0,70/cota).

Ainda receberei dividendos + JCP de VALE5 (0,82/ação*) no dia 31.

* valores líquidos, já descontado o IR correspondente.

Com relação ao aporte, foram compradas as cotas de BCFF11 remanescentes; o restante, incluindo ai os proventos já creditados, foi destinado para CRUZ3.

Como havia explicado no fechamento de setembro, esse mês recebo participação dos lucros do meu trabalho juntamente com meu salário. O que faltou dizer foi a destinação deste extra.

Em primeiro lugar, informo que comprarei ações da Souza Cruz até que ela alcance, pelo menos, o patamar de 10% dentro da carteira de ações.

A partir dai, o foco se volta para um novo ativo. Provavelmente, dois.

As candidatas: Ambev (AMBV3), Cielo (CIEL3) e Eternit (ETER3).

O que penso fazer (hoje): comprar uma das duas primeiras com o aporte mensal e Eternit com o aporte residual.

Pois bem... Como o dinheiro ainda não se encontra em minhas mãos me sinto no dever de analisar todas as possibilidades disponíveis - e estou aberto a sugestões. Inclusive estou disposto a analisar outras ações - menos OGX, deixo isso para quem tem gosta de emoções fortes hehehehe

Um bom final de semana a todos!

sábado, 12 de outubro de 2013

Premiação pelo cumprimento da meta anual

Há algum tempo expus a existência de duas contas de débito no meu orçamento, cujo objetivo seria recompensar o cumprimento das metas de curto e longo prazos.

A primeira premiava o cumprimento da meta anual, onde busco uma porcentagem de retorno mínimo da renda passiva da carteira.

Já a segunda conta busca premiar o cumprimento da meta decenal, onde o objetivo é acumular um certo montante dentro de determinado período. No caso, 2005-2014.
 
Na época, expliquei que fazia mais sentido você correr atrás de sonhos do que de números. Mas faltou dizer que prêmios estavam me aguardando quando do cumprimento dessas metas.

Não fiz isso por esquecimento, mas por não saber exatamente o que iria comprar com esse dinheiro. A graça da coisa está exatamente ai: não existe prêmio melhor para o autocontrole que um pouco de liberdade no orçamento. E a possibilidade de fazer isto sem nenhum remorso faz com que não exista meta que não possa ser superada.

Pois bem... Uma das minhas metas era alcançar um Yield de 10% sobre o montante acumulado até 31/12/2012.  Considerando os proventos retidos da Eletropaulo eu já teria este valor ainda no mês passado, mas não achei correto considerá-los nesta conta, pois não há nenhuma certeza de que serão liberados aos acionistas ainda este ano.

Em compensação, os proventos da Vale anunciados semana passada me fazem ultrapassar com folgas o percentual estipulado - mesmo que a empresa mude sua política e distribua ele todo como JCP.

Como nada mais me impedia de usufruir o que já era meu por direito, aproveitei o valor da premiação para comprar não um, mas dois objetos de desejo. Vamos a eles:


Fone de ouvido auricular deep bass Sony MDR-EX37B


HD externo Samsung Portable 1Tb Preto USB 3.0




A meu ver, apesar do valor do prêmio não ter sido alto, foi um dinheiro muito bem aproveitado. E é com a motivação renovada que permaneço na corrida dos ratos, procurando agora alcançar a próxima meta a ser batida: a do montante calculado para dezembro de 2014. Bom final de semana a todos!

domingo, 6 de outubro de 2013

Independência Financeira e envelhecimento da população: problemas à vista?

Desde o mês passado rolou uma enquete no blog, onde foi perguntado a idade que os visitantes pretendiam alcançar a sua independência financeira. Com base nela, pôde-se constatar que mais da metade (54%) daqueles que a responderam pretendem alcançá-la entre os 40-50 anos.

Em outras palavras... A maioria das pessoas que se interessam com suas finanças deseja alcançar a IF no auge da sua produtividade. E o pensamento é bastante lógico: de que adianta ter dinheiro para fazer o que quiser se o corpo com 60, 70 anos já não vai acompanhar tudo que desejamos fazer?

Ocorre que os tempos são outros. Apesar de pensarmos em parar de trabalhar bovinamente na mesma idade que desejavam nossos pais e avós, a expectativa de vida do mundo aumentou muito, como consequência de inúmeros fatores, a saber:

- melhora da quantidade e da qualidade dos alimentos, da água e de nossos hábitos alimentares, bem como da melhora nos nossos cuidados com a higiene;

- descoberta de novos medicamentos e tratamentos para doenças, sejam elas comuns, crônicas ou terminais, bem como a disseminação de exames periódicos, como forma de se detectar eventuais problemas ainda em estágio inicial;

- normatização e cumprimento de rígidos códigos de conduta, prevenção e de segurança nas mais diversas áreas, estes decorrentes do aprendizado que já tivemos em decorrência de acidentes e de desastres naturais.

Por outro lado, um aumento da expectativa de vida gera mudanças nas perspectivas de toda uma sociedade. Teremos de trabalhar mais anos para suprir a falta de mão de obra qualificada; restrições com relação à idade dos candidatos a uma vaga de trabalho serão exceção; e, mais importante, teremos de rever a forma com que são concedidos os benefícios previdenciários em nosso país, sob pena do sistema implodir sob seu próprio gigantismo.

Tudo isso para, pelo menos, manter o país funcionando e crescendo. É o que estamos começando a ver nos Estados Unidos, Europa e Japão, cuja população já não preenche cargos essenciais e existe grande resistência em importar mão de obra para supri-la.

Mas esses fatos podem prejudicar o nosso planejamento rumo à IF? Se a sua intenção for parar de trabalhar, sim. Porque valerá mais a pena continuar no mercado de trabalho.

Raciocine comigo... Apesar de termos de trabalhar durante mais tempo neste novo cenário, não significa que teremos de trabalhar 44h semanais. As empresas terão de pagar mais por menos tempo trabalhado, sob pena de não terem meios para continuar crescendo.

Pelo mesmo raciocínio, estas mesmas empresas terão de investir muito em produtividade para permanecerem competitivas, o que acelerará e barateará ainda mais a sua toyotização. E isto, claro, aumentará a nossa responsabilidade na mesma medida que facilitará o exercício das nossas funções.

Trata-se de ciclo virtuoso se bem administrado e legislado, pois agrega qualidade de vida a crescimento econômico. É o que já vemos em muitos países desenvolvidos.

Perceba que se a sua vontade for reduzir a carga de trabalho, ou então diminuir o período de acumulação, oportunidades não faltarão. Tudo que se pede é que continue estudando, se atualizando.

Agora, se você conta com o benefício do INSS nos seus cálculos para parar de trabalhar, só lamento. Trata-se de pirâmide financeira, onde nós (Tesouro Nacional) sustentamos inclusive pessoas que não contribuíram, pagando benefícios que são reajustados de tal forma que, num prazo muito curto, terão de ser totalmente revistos. Quando não cortados.

Vou ser bastante sincero com vocês: ou muda a previdência, ou ficaremos todos na mão.

Mas... e você? Concorda com uma mudança de cenário? Imagina um cenário mais dramático? Ou acredita que teremos mais do mesmo nos próximos 20-30 anos? Dê a sua opinião!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Fechamento - Setembro 2013

Conjuntura

A despeito do terrorismo feito pela imprensa, tanto a especializada quanto a leiga, acerca do QE3 americano, setembro foi um mês muito bom para a renda variável - com exceção do grupo X, claro.

A minha carteira também aproveitou este bom momento, o que ainda me deixa com chances - remotas, é bem verdade - de fechar o ano no azul.

O aporte mensal foi para BCFF11b, que neste segundo semestre se encontra em verdadeira liquidação. Com o aporte de outubro concluo o balanceamento da minha carteira de FII - hoje está 57/43 pró XPGA11 - com 2 meses de folga.

Em setembro foram recebidos proventos em XPGA11 (R$0,95/cota), BCFF11b (R$0,72/cota) e BBAS3 (R$0,27/ação). Somados com alguns extras, tais valores serviram para adquirir mais papéis da Souza Cruz no fracionário.

Quanto à renda fixa, nada de dinheiro novo em setembro.

Resultados

Baseando-me na planilha de cotas do amigo Além da Poupança, a carteira emplacou uma valorização de 4,12% em setembro, o que reduziu as perdas no ano para -9,39%.

Seria melhor não fosse o último dia do pregão ter me tomado exatos 1,5% do rendimento. Faz parte.

Desta forma, a carteira fechou setembro assim:




Na divisão com base nos ativos, estou no momento com:

Ações: CMIG3 28,1%;   VALE5 30,8%;   BBAS3 22,5%;    ELPL4 11,1%  e  CRUZ3 7,5%..

FII: XPGA11 57,3%;   BCFF11b 42,7%

TD: NTNF010121 91,4%; NTNF010123 8,6%


Perspectivas para outubro

Finalmente terei mudanças na estratégia da carteira. Chega de mesmice!

O aporte mensal até vai para BCFF11b, só que em parte. Ponto para o planejamento e também pela baixa da cotação deste ativo, o que me permitiu comprar mais por menos.

Com relação ao aporte residual, tenho proventos previstos de XPGA, BCFF, Souza Cruz, Banco do Brasil e, provavelmente, de Vale para outubro. 

Como se não bastasse, também recebo a participação nos lucros junto do meu salário este mês. Não é a toa que eu adoro o mês de outubro hehehe

Este dinheiro todo, somado com o que sobrar do valor fixo do aporte, não chega nem perto de aportes feitos por alguns colegas da blogosfera... Mas já vai dar para brincar bastante no HB.

A título de curiosidade: ainda não sei exatamente como vou distribuir todo o aporte residual. Uma parte certamente irá para Souza Cruz (pelo menos os 2,5% faltantes para o mínimo de diversificação), mas estou cogitando várias possibilidades com o que sobrar. Assim que chegar a uma conclusão postarei aqui.

De resto, sigo esperando boas novas da Eletropaulo, cujos proventos aprovados permanecem retidos no caixa da empresa. Pode ser que este mês ela inclusive divulgue proventos intermediários; a depender do balanço do 3T13, claro... Só nos resta aguardar. Bom início de mês a todos!

sábado, 7 de setembro de 2013

Proventos e investimentos - Setembro 2013

Setembro costuma ser um mês tranquilo na minha carteira. Morno, até... Tirando exceções (2009, 7,53% e 2012, -3,04%) sempre foi um mês de rentabilidade próxima de 0.

Este ano ele ficou um pouco mais movimentado graças à entrada dos FII na carteira, bem como do Banco do Brasil.

Sim, estou falando de renda passiva, até então inexistente - ou inexpressiva - neste mês em específico.

Para setembro, já tenho confirmados proventos em XPGA11 (R$0,95/cota), BCFF11b (R$0,72/cota) e BBAS3(R$0,27/ação).

Ainda estou no aguardo da divulgação dos dividendos intermediários da Souza Cruz. Em comunicado, a empresa informou que a sua aprovação depende de reunião do Conselho de Administração, a ser realizada ainda este mês.

Outra empresa que precisa acertar contas com seus acionistas é a Eletropaulo. Provavelmente seu Conselho aguarda o balanço do terceiro semestre para liberar os proventos já deduzidos do ativo desde dezembro - e também divulgar o pagamento dos proventos de 2013, pois trata-se, mais uma vez, de uma empresa superavitária.

Com relação à rentabilidade da carteira, o mês começou bem, apesar de ser bem inferior à do Ibovespa, que resolveu disparar (2,64% contra 7,48%). De toda forma, ainda é cedo para qualquer prognóstico do que nos aguarda o dia 30 de setembro. Fico na torcida para que a carteira reaja e supere o índice.

___________


Deixei para falar dos investimentos por último, pois trata-se de repetição da boa e velha rotina: aporte para BCFF11b; proventos, rendas extras e afins para CRUZ3.

Eventuais mudanças no aporte ficaram para outubro, talvez novembro. Vai depender de quando e quanto receberei  (renda variável, participação dos lucros...) no meu trabalho.

Como já expliquei anteriormente, tenho uma distorção entre receitas e despesas muito comum entre as pessoas assalariadas: apesar de ter um ordenado fixo, costumo gastar mais no primeiro semestre e receber mais no segundo.

Foi a necessidade de tornar o meu orçamento mais uniforme que me incentivou a planilhar as receitas, bem como a diluir as despesas provisionando-as no decorrer dos 12 meses do ano.

É a velha máxima: a necessidade é a mãe de todas as invenções.

Dessa maneira, consegui assegurar dinheiro para muitas coisas, entre elas poder aportar durante todo o ano, não só quando recebo 13º ou outra verba extraordinária. Isto me incentivou, inclusive, a buscar rendas além das do meu emprego, como forma de diminuir ainda mais a diferença das entradas entre um semestre e o outro.

Uma pena que a esmagadora maioria da população pensa que organizar as contas domésticas, planejar gastos e possuir uma reserva de emergência é coisa para quem não tem carteira assinada. Mas ainda há tempo para mudanças de hábito e de mentalidade enquanto estivermos vivos, não é mesmo? Bom final de semana a todos!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Fechamento - Agosto 2013

Conjuntura

O mês de agosto foi marcado pelo primeiro trade de 2013: zerei minha posição em Weg (WEGE3) e em seu lugar comprei Banco do Brasil (BBAS3). Os motivos para isto estão aqui.

Agosto também foi um mês de muitos proventos:  XPGA11 (R$0,95/quota), BCFF11b(R$0,70/quota), WEGE3(R$0,30/ação), CRUZ3(R$0,01/ação) e BBAS3(R$0,78/ação). Estes valores foram todos convertidos em BBAS3 e CRUZ3 no fracionário.

Já o aporte mensal foi mais uma vez alocado em FII - no caso, BCFF11b. A proporção deste ativo diante do XPGA11 passou para 62/38. Pela minha perspectiva, concluo esta equiparação no mais tardar em novembro.

Com relação ao Tesouro Direto, nenhuma alteração foi feita este mês. E só cogitarei aportar dinheiro novo aqui ainda este ano caso a SELIC voltar a ter 2 dígitos.

Resultados

A carteira se desvalorizou -1,18% em agosto e -12,98% no ano, em grande parte graças à desvalorização dos FII e do TD.

Desta forma, a carteira fechou agosto assim:



Na divisão com base nos ativos, estou no momento com:

Ações: 29,9% CMIG3; 32,1% VALE5; 10% ELPL4; 6,9% CRUZ3 e 21,1% BBAS3.

FII: XPGA11 61,7%; BCFF11b 38,3%

TD: NTNF010121 91,5%; NTNF010123 8,5%


Perspectivas para setembro

Setembro já começou bem, pela confirmação de pagamento de JCP do Banco do Brasil (R$0,27/ação) e de dividendos de XPGA11 (R$0,95/quota).

Setembro também é mês de bonificação no meu emprego. Uma graninha a mais para aportar é sempre bem-vinda!

Provavelmente estarei ainda mais ausente, face a proximidade das provas de alguns dos concursos que estou inscrito. Acredito que em outubro as coisas comecem a voltar ao normal. Bom começo de mês para todos!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Alteração na carteira

Boa tarde a todos.

Hoje aproveitei alguns fatores - alguns pessoais, outros extraordinários - para ajustar a minha carteira.

Basicamente, zerei a posição em WEGE3 (por acreditar que ela já está com os múltiplos muito esticados) e comprei a mesma quantidade de ações de BBAS3 (que, além de ter apresentado um balanço dentro do esperado, ainda reportou um lucro não recorrente muito alto + um excelente dividendo para o 2T13).

Agindo assim:

- assegurei os rendimentos semestrais de ambas;
- adicionei o lucro proveniente da venda de WEGE3 no meu Yeld de 2013 (que já está em 9,53%);
- e ainda reservei a diferença positiva desta troca (quase R$4,00 por ação) ao aporte residual do mês.

E se for crise, que continue.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Proventos e investimentos - Agosto 2013

Agosto é mês cheio: é mês de resultados, de proventos... de muitas novidades, portanto.

Até o momento, com as devidas ressalvas, estou satisfeito com os resultados já divulgados. Empresas cujas ações o investidor visa para longo prazo precisam ter lucro, e isso todas as ações da minha carteira que já divulgaram seus resultados tiveram.

Mesmo quando se desconsideram os lucros e/ou despesas não-recorrentes, o que se depreende dos resultados trimestrais são empresas bem administradas, com foco na redução de despesas e no saneamento das suas deficiências. Excelentes prognósticos e belas perspectivas tanto no curto como também no médio/longo prazos.

Ouso dizer, mesmo sabendo que ainda faltam divulgar seus balanços o Banco do Brasil e a Cemig, que agosto tem tudo para ser o melhor mês da minha carteira em 2013 no quesito rentabilidade.


____________________

Deixemos de lado o contexto e partamos ao planejamento da carteira: graças à queda de BBAS3 nos primeiros dias do mês, restou exercida uma ordem de compra que havia feito no mercado fracionário. O ativo ter reagido nos dias posteriores foi um belo bônus!

Ainda pretendo comprar um pouco de CRUZ3 em agosto, mas vou esperar que caiam na conta os proventos da WEGE3 (R$0,30/ação), CRUZ3 (R$0,01/ação), BCFF11b (R$0,69/cota) e XPGA11 (R$0,95/cota) para colocar a ordem de compra no Home Broker.

Também devo receber dividendos de BBAS3 e CRUZ3 este mês. Assim que os proventos forem divulgados, atualizarei o post.


Atualização (13/08): BBAS3 vai pagar R$0,77/ação + rendimentos deste valor de 30/06 a 30/08, data do pagamento. Data -ex 23/08.

Para bilionário da Bovespa, qualquer um pode ficar rico com ações - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2778098/para-bilionario-bovespa-qualquer-pode-ficar-rico-com-acoes
Para bilionário da Bovespa, qualquer um pode ficar rico com ações - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2778098/para-bilionario-bovespa-qualquer-pode-ficar-rico-com-acoes

Com relação ao aporte propriamente dito, ele será novamente aplicado em BCFF11b. O preço continua atrativo e a rentabilidade do fundo só tem a subir com a consolidação da 5ª subscrição. Em outras palavras, não encontrei motivos fortes o suficiente para alterar a alocação preestabelecida.

Acho que era isso. Bom final de semana e boa saideira de balanços a todos!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fechamento - Julho 2013

Conjuntura

... E o semestre começou diferente.

Apesar do cenário ser o mesmo dos meses anteriores - redução da previsão do PIB, da arrecadação e do saldo da balança comercial combinado com o aumento do gasto público e do desemprego - o mercado resolveu dar uma trégua ao Ibovespa.

Os estrangeiros aceleraram o fechamento de suas posições vendidas do índice brasileiro em julho; o Banco Central, por sua vez, voltou a fazer sua atribuição institucional primordial: combater a inflação. Até o Governo resolveu não se envolver nos assuntos do mercado este mês!...

Se esta reação será duradoura... bem, ai dependerá de uma gama de fatores, inclusive externos. Nada garante que esta trégua perdurará por muito tempo. Aliás, o QE3 está por um fio nos EUA (há quem diga que a redução dos estímulos comece ainda em setembro, e não só em 2014), a Europa caminha para mais um ano de recessão, a China luta para tentar manter seu crescimento na casa dos 7% e o Japão não dá mostras de se recuperar da deflação. Por isso todo cuidado é pouco!

Movimentações da carteira

Foi como um antídoto à eventual paralisia decorrente de um cenário que despontava tão pessimista a decisão de amparar as decisões de investimento para julho no planejamento de longo prazo. Isto trouxe tranquilidade para fazer o dever de casa, independente das reações que o mercado poderia tomar. E método nestas horas vale muito mais do que dinheiro.

Feita a introdução necessária, nada de novidade com relação ao aporte mensal propriamente dito. A estratégia atual foi mantida com a compra de BCFF11b, o que reduziu a proporção deste ativo perante o XPGA11 para 65/35.

Com relação aos proventos, em julho ele foram decorrentes de 3 fontes pagadoras: CMIG3 (R$0,29/ação), XPGA11 (R$0,90/quota) e BCFF11b (R$0,71/quota). Somados com alguns extras, tais valores me permitiram aportar residualmente no mercado fracionário: parte para Souza Cruz, parte para Banco do Brasil.

Quanto à renda fixa, uma vez que o meu objetivo no momento é diminuir a sua participação percentual na carteira apenas com os aportes, nenhuma alteração foi feita este mês.

Resultados

Baseando-me na planilha de cotas do amigo Além da Poupança, a carteira teve um bom começo de segundo semestre, emplacando uma valorização de 2,59% em julho. Isso reduziu as perdas no ano para -11,93%.

A redução das perdas só não foi maior porque os dois últimos pregões do mês queimaram parte da forte valorização das ações.

Desta forma, a carteira fechou julho assim:



Na divisão com base nos ativos, estou no momento com:

Ações: 33,9% CMIG3; 29,4% VALE5; 19,4% WEGE3; 8,5% ELPL4; 6,4% CRUZ3 e 2,4% BBAS3.

FII: XPGA11 64,6%; BCFF11b 35,4%

TD: NTNF010121 91,4%; NTNF010123 8,5%

Perspectivas para agosto

A estratégia da carteira para 2013 continua de pé: aporte mensal para BCFF11b até que volte o equilíbrio deste com XPGA11 e aporte residual para BBAS3 e CRUZ3 no fracionário.

Tal estratégia perdurará até outubro, no máximo novembro. A partir dai existem algumas possibilidades a serem consideradas.

Uma delas está na incorporação de novo(s) FII à carteira, com vistas à diversificação.

Outra possibilidade está no aproveitamento do aporte mensal para acelerar o objetivo de alcançar a proporção mínima de 10% nos ativos de RV - hoje estes aportes iriam para BBAS3, CRUZ3 e ELPL4.

Ainda vislumbro uma terceira possibilidade, que é usar o aporte mensal para adicionar um novo ativo à carteira de ações - hoje eu estudo a entrada em ETER3, AMBV3, CIEL3 e PSSA3.

Nenhuma delas foi descartada, principalmente por ter ainda tempo para me decidir a respeito.

De resto, tenho proventos garantidos de XPGA, BCFF, Souza Cruz e Weg para agosto. Ainda espero boas novas do Banco do Brasil, cujo balanço será apresentado dia 13. E fico na torcida por um mês ainda mais leve do que acabou sendo julho. Bom início de mês a todos!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quando pagar o preço vale a pena

Caríssimos,

Hoje não escrevo para falar de mim ou da minha carteira. O que me motivou a escrever foi algo muito legal que aconteceu com a minha namorada.
 
Depois de anos de privações, muito estudo e força de vontade, ela também teve o prazer de ler o seu nome num edital de nomeação. Por mais que eu procure descrever sua reação, não existem palavras que expressem a exatidão da felicidade que estamos sentindo!

Ainda assim, posso dizer a vocês que ver o empenho dela sendo recompensado motiva demais. São notícias assim que te fazem esquecer de todas as coisas que se está momentaneamente abrindo mão e reforçar o foco naquilo que realmente interessa. Abraço a todos!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Planejamento da carteira - controle, projeção e plano de ação para o segundo semestre 2013

Desde que estabeleci objetivos para o meu dinheiro, janeiro e julho deixaram de ser meros meses de balanço; eles passaram a ser mais importantes do que isto.

O fechamento do semestre passou a ser um ponto de chegada/partida importante para a análise do planejamento estabelecido. E a pergunta que sempre me faço nestas horas é "como estou me saindo?"

Como já dei mostras nos textos aqui no blog e nos comentários em outros sítios, o meu objetivo para a carteira é de longo prazo. Coisa de 20, 30 anos. Então... por que diabos preciso analisar o que faço hoje, mesmo que seja só 2 vezes por ano, se só terei de me preocupar com isto daqui muitos e muitos anos? Não seria uma tremenda perda de tempo?

Para mim, esta é a melhor definição de planejamento: é(são) o(s) meio(s) necessário(s) para o futuro desejado. Em outras palavras, não basta saber onde e quando eu quero chegar, é necessário também saber o quê e como devo fazer para chegar ao meu objetivo.

Assim, se o caminho escolhido estiver errado, não terei esta notícia desagradável daqui 20, 30 anos, onde poderá ser muito tarde para qualquer mudança de rumo, por menor que ela seja. Ganha-se tempo e, principalmente, dinheiro quando temos condição de analisar, com base no que já conquistamos, o que exatamente nos falta fazer para encurtar o caminho ainda a ser trilhado.

Infelizmente, ainda são poucas as pessoas que planejam suas finanças. A maioria só procura se informar acerca de educação financeira quando já não sabe mais o que fazer para equilibrar as suas contas. E isso é, no máximo, planejamento tático, de curto prazo... porque só se está tentando botar ordem no orçamento doméstico.

Para ser planejamento mesmo, você deve juntar à fase de controle as de previsão, projeção e predição (planejamento estratégico) e também as fases de resolução de problemas e formulação de planos (planejamento operacional).

Vou dar um exemplo:

Com os dados de 6 meses ou 1 ano você já consegue utilizar praticamente todos os conceitos elencados acima: os dados em si são o controle; com base neles, você prevê uma tendência de ganhos e de gastos, projeta o que deve mudar e prediz os meios necessários, tanto para alcançar esta empreitada da melhor forma possível quanto para estabelecer os prováveis percalços a serem superados. Com esse estudo pronto, adquire-se uma maior confiança para pôr em prática as soluções necessárias, concretizadas dentro de ações e atitudes a serem adotadas para aquele determinado período.

O interessante aqui é não deixar os dados acumularem demais. Se acredita serem 6 meses um período muito longo para esta análise, principalmente nos momentos de crise, faça-a num tempo menor. A flexibilidade do método deve servir como um porto seguro para o investidor, que o utiliza, entre outros motivos, para reduzir ao máximo o campo emocional das suas decisões (não acredito que seja possível eliminá-lo de vez).

Também é importante não confundir este planejamento de longo prazo com o controle que deve ser feito com os ativos da carteira. Este deve ser constante, até pelo dinamismo do mercado.

E tem mais: uma coisa é ser adepto de buy and hold; outra bem diferente - e maluca - é optar por um perigoso buy and forget...

____________________

Depois de explicado o método, passo a tratar do meu planejamento. Ele passa pelas 3 variáveis que seguem:

Ganhos/Gastos (comparação com o 1° semestre de 2012)

▲% dos Ganhos: +24,26%

▲% dos Gastos: + 31,25%

Proporção dos Gastos com relação aos Ganhos :
             (1º sem)        (anual)
2013      48,49%       34,27%*
2012      45,91%       27,45%
2011      67,71%       40,11%
2010      66,53%       44,55%
2009      80,14%       51,25%
*projeção

Apesar da aceleração ocorrida nos Gastos, que cresceram quase 2x mais que os Ganhos, em valores absolutos eles voltaram a patamares muito semelhantes aos do 1º semestre de 2011.

Já os Ganhos continuaram crescendo, o que gerou uma melhora de quase 25% com relação ao superávit gerado naquele mesmo período de 2011.

Para o segundo semestre, onde a renda auferida costuma ser maior e as despesas, menores, espero manter os Gastos abaixo dos 40%. Diante do fato que quase todas as despesas fixas já foram devidamente pagas/provisionadas neste semestre, é um plano fácil de ser cumprido.

Como 2012 foi um ano de frugalidade extrema, que não pretendo repetir, deixo como meta a metade do caminho, para ter alguma margem no final do ano.


Aportes - proporção dos Aportes com relação aos Ganhos (1º semestre):

            (1º sem)          (anual)
2013     34,04%         53,71%*
2012     42,67%         56,12%
2011     16,89%         48,36%
2010     26,80%         46,93%
2009     14,36%         45,18%
*projeção

Aqui também se percebe um avanço, ainda que tímido. Penso estar trabalhando perto do limite dos Ganhos da minha fonte de renda atual, e maiores cortes nos gastos não acontecerão sem perda da qualidade de vida - atitude que nos próximos 6 meses seguirá descartada.

Por isso meu plano de seguir estudando continua de pé, com o objetivo de aumentar a minha renda já em 2014. Posso adiantar que as perspectivas são boas, principalmente para o 2° semestre do ano que vem.

Renda Passiva (Yield) da Carteira:

2013       4,52%*
2012       9,17%
2011       7,52%
2010       5,00%
2009       8,89%
* 1º semestre, somente. Para o ano já estão garantidos proventos da ordem de 7,13%.

Meta: 10%.

Percentualmente o alcançado em 2013 ainda deixa a desejar quando comparado com 3 dos 4 anos listados. Mas já é o ano com o maior valor absoluto de Renda Passiva: seu valor garantido é quase maior que os rendimentos recebidos no período de 2009 a 2011. Isto que ainda não realizei nenhuma venda este ano - algo inédito na minha carteira.

O plano para alcançar a meta de 10% está na manutenção da estratégia atual, qual seja: continuar comprando FIIs com o aporte mensal e usar o aporte residual para comprar mais BBAS3 e CRUZ3. 

Estou estudando também a possibilidade de vender parte de WEGE3 para investir em ETER3, PSSA3, AMBV3 ou CIEL3, mas ainda não tenho nada decidido.

No somatório dessas 4 variáveis, eu tenho uma projeção de crescimento da carteira para algo em torno de 30% em 2013. Este número infelizmente está em risco, caso a rentabilidade negativa do primeiro semestre se repita. 

De qualquer forma, entendo que a rentabilidade dos ativos é secundária quando se trata de uma carteira de longo prazo, principalmente quando os fundamentos dos ativos não se encontram em situação tão delicada a ponto de uma mudança radical na estratégia - ao menos para os próximos 6 meses.

Para finalizar, além dos questionamentos que a estratégia possa ter, gostaria de saber se mais alguém costuma fazer um planejamento parecido, e com que frequência. Seria muito bom poder conhecer outras experiências, pois sempre ajudam a aprimorar o método que cada um adota. Abraço a todos!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Proventos e investimentos - Julho 2013

Como já era previsto e eu já havia informado nos post anteriores, recebi no primeiro dia do mês o dinheiro referente aos cupons a que tenho direito dos meus títulos do TD.

O valor recebido foi reinvestido em mais NTNF01012023, com taxa de 11,11% a.a. Muito melhor que o reinvestimento anterior, em janeiro, cujo valor negociado era de 9,11% a.a.

Muito se fala a respeito do poder dos juros compostos. Posso ver isto claramente no meu TD, já que os NTNF01012021 são aportes e os NTNF01012023 são fruto dos cupons. E já perfazem 9,41% da carteira.

O que eu não estava prevendo era esta queda absurda do Ibovespa logo no segundo dia do mês, graças a 'N' fatores, todos demonstrando que o buraco, no caso da economia brasileira, ainda é mais embaixo.

Apesar do clima de pessimismo do mercado, antecipei o aporte residual. Melhor dizendo... Exatamente pelo mercado estar pessimista que comprei BBAS3 e CRUZ3 no fracionário.

E se cair mais? Como disse Barsi Filho em entrevista ao portal Infomoney, "numa situação dessas, tem que ir lá e comprar de pá". Tudo bem que a minha pá seja daquelas pequenas, de jardim. Mas estou fazendo a minha parte hehehe
Para bilionário da Bovespa, qualquer um pode ficar rico com ações - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2778098/para-bilionario-bovespa-qualquer-pode-ficar-rico-com-acoes
Para bilionário da Bovespa, qualquer um pode ficar rico com ações - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2778098/para-bilionario-bovespa-qualquer-pode-ficar-rico-com-acoes

Com relação ao aporte propriamente dito, ele será mesmo aplicado em BCFF11b, conforme o planejamento preestabelecido. A tentação de aplicar o valor em ações é grande, mas o fato deste papel estar sendo negociado abaixo do seu valor patrimonial e a 5a emissão se encerrar num ótimo momento para que o fundo invista em mais FII's pesou muito na manutenção da estratégia para julho. Veremos nos próximos meses.

____________________

Agora vou aproveitar o post para comemorar um pouco.

Como já havia dito anteriormente, a minha estratégia de investimento está toda focada em fluxo de caixa.

Pois bem: com a distribuição dos cupons das minhas NTNFs eu oficialmente supero o valor de proventos recebidos em 2012 - isto em valores absolutos.

Tudo bem, ainda falta superar o Yeld do ano passado, 9,17%. Mas o deste ano já é de 7,14%, e não vejo motivos para não acreditar que consiga alcançar a meta das metas: 10% a.a. de fluxo de caixa no período de acumulação.

Sei que muitos não dão muita importância para os proventos, por entenderem que este dinheiro pago ao acionista/cotista é meramente um desconto do valor dos ativos, inalterando o patrimônio do investidor. Como uso estes recursos para comprar mais ativos, sinto na pele que eles estão sendo cada vez mais efetivos aos meus objetivos de longo prazo. Bom mês de julho a todos!



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Fechamento - Junho 2013

Conjuntura

Metade do ano se foi. Um ano que vem sendo péssimo para a rentabilidade do capital, esteja ele aplicado em renda fixa (TD) ou variável (FII, Fundos e Ações).

Mas... será mesmo algo tão ruim assim esta correção?

Para quem começou a investir nos últimos 3 anos, esta queda ininterrupta do Ibovespa parece uma história sem fim. Uma novela com final infeliz, apesar de não ter ainda uma data para acabar.

Para quem teve o (des)prazer de estar comprado em 2008, este é um filme que se repete. Períodos de grande valorização são seguidos de períodos de grandes perdas. Faz parte do ciclo financeiro que o mercado sofra correções, até para que ganhe fôlego - se capitalize - e depois volte a crescer mais uma vez.

Como todos sabem, é a dicotomia entre a ganância e a aversão ao risco que ditam o volume de capital empregado nos mais diversos setores de uma economia. Hoje vemos uma fuga de capitais de nosso país, o que vem forçando o preço dos ativos brasileiros para baixo. Como os fundamentos da maior parte deles continua bom, isto é ruim só para quem precisa vendê-los agora. Da mesma forma que foi ruim para quem teve obrigatoriamente de vendê-los no final de 2008.

Não estou afirmando que em 2014 tudo irá subir, como ocorreu em 2009. Pela conjuntura de nosso país, isto dificilmente acontecerá na mesma proporção. Acredito que estes períodos de queda são importantes para consolidarmos nossas estratégias, ainda mais quando o que os analistas veem pela frente se assemelha a um grande precipício. Soa mais como exagero, não como constatação.

Movimentações da carteira

A despeito da conjuntura econômica e política (esta vou me abster de comentar), o planejamento traçado seguiu seu curso e o aporte mensal seguiu destinado a XPGA11, circunstância que vem se repetindo desde fevereiro.

Da mesma maneira, o aporte residual serviu, mais uma vez, para incrementar a quantidade de CRUZ3 que possuo, consolidando uma posição relevante deste ativo na minha carteira.

A novidade ficou no preço de compra, bem abaixo de todos os aportes feitos nestes papéis em 2013. Se por um lado prejudica a rentabilidade do capital já empenhado, por outro torna mais eficiente o dinheiro novo que destino religiosamente para a carteira.

Agora o objetivo do aporte passa a ser reequilibrar a carteira de FII (no momento está 70/30), comprando BCFF11b. O fato deste FII estar sendo negociado nos últimos dias abaixo do seu valor patrimonial será um motivador para que se tente concluir tal objetivo no menor tempo possível.

Há quem questione a opção por fundos de papel, mas até o momento tem se mostrado uma boa opção de investimento. Com proventos beirando os 0,8% a.m.(1), papéis com uma valorização menor que os FIIs de tijolo (2) e  uma quantidade maior de negociações em bolsa (3), estes ativos têm demonstrado um excelente custo-benefício.

Cabe ressaltar que não estou desmerecendo os FII de tijolo, o problema é que, mesmo com as desvalorizações que tiveram nestes últimos dois meses, ainda não vejo neles uma janela de oportunidade tão boa quanto a dos FII de papel.

Falando em janela de oportunidade, hoje é possível dizer que se vê luz no fim do túnel da Renda Fixa. Não existe papel no TD que não esteja atrativo, e a tendência de 2013 é que as taxas continuem subindo, mas numa velocidade menor da que tivemos nos últimos 3 meses.

Como no mês de julho são creditados os rendimentos das minhas NTNFs e seu preço de compra se encontra abaixo do valor de face, não perderei tempo fazendo contas: programei o reinvestimento e de lambuja economizarei nas taxas decorrentes da operação.

Cumpre ressaltar que o planejamento previa uma redução drástica na RF exatamente pelo valor elevado que se encontravam os títulos e seu baixo rendimento até o momento não incentivavam uma alteração na estratégia. Agora, caso os NTNBs e NTNBs Principais fiquem com taxas acima de 6% e as LTNs acima de 12%, a conversa mudará completamente de figura. Tanto é assim que o Governo andou intervindo no Tesouro Direto, forçando as taxas para baixo.

Enquanto isso não acontece, a economia nas compras do mês aliada à entrada de proventos e alguns extras - este mês destaca-se a restituição de IR - me ajudaram a acrescentar mais um ativo à carteira: agora sou também sócio do Banco do Brasil (BBAS3), a qual compartilhará com Souza Cruz as atenções dos aportes residuais a partir de julho.

Tudo correndo dentro do desejável, em dezembro eu terei pelo menos 5% de participação individual na carteira de ações. Caso dê a sorte de alcançar 10% em BBAS3 e CRUZ3, poderei vislumbrar já em 2014 a adição de uma 7ª ação em carteira (o objetivo é ter, no máximo, 10 empresas encarteiradas, mas sempre mantendo o foco e o percentual mínimo em cada ativo).

Sem mais delongas, vamos aos números:

Utilizando o sistema de cotas do amigo Além da Poupança, minha carteira amargou -5,33% no mês e -14,16% no ano. Nem o aporte mais generoso segurou o tombo desta vez.

Desta forma, a carteira terminou junho assim:



Na divisão com base nos ativos, estou no momento com 33,5% CMIG3; 29,7% VALE5; 20,6% WEGE3; 9,2% ELPL4; 6% CRUZ3 e 1,1% BBAS3.

Para finalizar, ouso responder a pergunta feita lá em cima, no começo do post, parafraseando  o discurso de Churchill, ao final da segunda batalha de El Alamein: "[...]este não é o fim, não é nem o começo do fim, mas é, talvez, o fim do começo".

Eu não acredito que tudo se resolveu, como num passe de mágica. Muita água há de passar por baixo desta ponte até que as economias de EUA, Europa, Japão, China, Brasil... voltem aos eixos. Mas acho que o pior já passou. Se ainda cairmos, não será na intensidade ou na força vendedora existentes em maio ou junho.

Por isso sigo comprando, e não vendendo meus ativos, na certeza de que cada real investido hoje fará muita diferença no longo prazo. Abraço e desejo sincero de um ótimo segundo semestre para todos!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nova Aquisição: Banco do Brasil BBAS3

Boa noite a todos.

Como já havia explicado em posts anteriores, possuo dois objetivos para 2013: diversificar a carteira e também diversificar os ativos pertencentes a cada subdivisão dela.

Aproveitando uma contingência de mercado, a saber, queda de quase 15% no ano (mais de 16% só em junho) e retorno da cotação a patamares de 2012, senti que seria uma boa oportunidade para continuar a alocação de ativos, desta vez adicionando as primeiras ações do Banco do Brasil (BBAS3) à carteira de Renda Variável.

Facilitou a entrada neste momento o fato do Banco ter de colocar em seus balanços futuros o IPO da sua seguradora, forçando um aumento dos seus proventos absolutos mesmo que o Governo confirme a ameaça de redução do percentual de lucro total distribuído aos acionistas.

Cumpre ressaltar que, caso as ações da carteira confirmem sua agenda de pagamentos nos mesmos moldes de anos anteriores, e não vislumbro razão para acreditar em eventual retrocesso, em 2013 só não receberei proventos de RV no mês de fevereiro. Ponto para minha estratégia de fluxo de caixa e para o meu planejamento de médio-longo prazo.


Para o segundo semestre, o foco vai ser buscar um percentual relevante para o ativo (pelo menos 5% da carteira de ações), nos mesmos moldes do que foi feito a partir de março, quando comecei a adquirir papéis da Souza Cruz.

Mais informações serão dadas no fechamento de junho. Abraço!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Proventos e Investimentos - Junho 2013

Nestes primeiros 10 dias de junho muitas notícias ruins assombraram a renda variável brasileira. Para resumir, mal o mês começou e já tenho certeza de que será outro em que minha carteira ficará no vermelho, salvo uma reviravolta nos moldes da que aconteceu no final do mês de maio.

Conforme o planejamento de curto prazo (2013), o aporte de junho será o último focado em XPGA11. A partir de julho, o foco será BCFF11b até que se reequilibrem na carteira estes dois ativos (contando o aporte de junho, a proporção está em 75/25).

Este mês a carteira terá proventos de XPGA11 (R$1,00/cota), BCFF11b (R$0,69/cota)  e CMIG3(dividendos de R$0,71/ação + parcela JCP R$0,16 por ação + pagamento da venda de fração da bonificação, no valor unitário de R$23,87 por ação).  As duas primeiras pagarão no dia 14/06; a terceira, no dia 27/06.

Não bastasse isso, recebi SMS da Receita Federal no dia de hoje (10/06) informando que a minha restituição se encontra no primeiro lote e será creditada no dia 17/06. Ponto para a minha organização, que me permitiu enviar a declaração ainda no primeiro dia.

Somando tudo isso, terei condições de investir um pouco mais em junho. Provavelmente, em mais algumas ações da CRUZ3 no fracionário e, com alguma sorte, vou poder adicionar um novo ativo à carteira.

Apesar de todo este medo que espreita a bolsa nacional, penso que estamos muito distantes do pânico que imperou em nosso mercado em 2008. Não acredito em quebradeira, principalmente quando tratamos de empresas e fundos que trabalham dentro de normas tão rígidas como a brasileira. Em outras palavras, tenho plena confiança de que quem estiver comprando neste momento agregará mais valor a sua carteira no longo prazo, pois está adquirindo o mesmo papel por um preço melhor.

Para finalizar, fico muito feliz em poder compartilhar com os amigos que julho será o quinto mês seguido onde o meu aporte será maior do que o valor mínimo estabelecido no final do ano passado: já agendei o reinvestimento dos cupons de NTNF que eu possuo no Tesouro Direto. E agora torço para que o preço do NTNF010123 continue caindo hehehe, grande abraço a todos!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fechamento - Maio 2013

Prezados,

Maio termina, junho começa... passado o carnaval, o tempo literalmente voa.

A notícia positiva do mês foi o acerto na manutenção da estratégia do aporte, cujo foco este ano vem sendo ampliar o percentual de FIIs da carteira.

Hoje - porque amanhã ninguém sabe - posso afirmar que tive muita sorte na opção adotada, apesar de não ter seguido exatamente o plano traçado em janeiro.

Eu explico: quando optei por comprar primeiro XPGA11, o fiz como forma de amenizar o aumento de posição em BCFF11b que planejava fazer com a subscrição. Ocorre que o preço deste FII caiu muito, a subscrição saiu antes do que eu estava prevendo e o BTG Pactual se preocupou mais em fazer a subscrição do que se ater na rentabilidade das cotas, que só fizeram cair nos últimos meses. Diante deste cenário, aliado ao fato de que o fundo do Citibank vem mantendo a constância dos seus dividendos num patamar acima de 0,8% ao mês, ficou fácil optar por abrir mão da subscrição e continuar aportando em XPGA11.

Mas esta distorção entre os ativos termina em julho - a partir dai o foco será comprar BCFF11b até que ambos se equivalham novamente. A proporção hoje se encontra em 66%/34%, e tende a ficar 75%/25% com o derradeiro aporte desse mês. Depois que isto ocorrer, a ideia é acrescentar um terceiro, quem sabe um quarto FII na minha carteira. E equiparar este(s) com os demais.

A carteira de FIIs teve uma rentabilidade mensal de 0,50% mais um Yeld de 0,72%. A meu ver, nada mau.

E aqui acabam as notícias positivas.

A propósito, tivesse o mês terminado no dia 28 e eu poderia compartilhar com vocês uma rentabilidade positiva. A queda nos títulos do Tesouro Direto, -2,56%, já era esperada - afinal de contas, todos sabíamos que haveria uma elevação na taxa SELIC.

Mas uma queda tão acentuada nas ações nestes dois dias eu, pelo menos, não estava esperando.

Sendo assim, pelo sistema de cotas, minha carteira amargou -3,13% em maio e -9,32% no ano.

Sem choro, muito menos tempo para lamber as feridas. Digo isso porque a queda das cotações foi tão forte que me fez antecipar o aporte residual de junho: pegou ordens de CRUZ3 hoje e ELPL4 ontem no fracionário.

Desta forma, minha carteira terminou o mês assim:




Na divisão com base nos ativos, estou no momento com 35,2% CMIG3; 29,5% VALE5; 19,5% WEGE3; 10,5% ELPL4 e 5,3% CRUZ3.

Importante ressaltar mais uma vez que, apesar da rentabilidade ser negativa, a carteira continua crescendo, tanto em valor quanto em quantidade de ativos. Esta é a vantagem de ser sardinha neste mar revolto. Abraços e melhor sorte em junho para todos!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Aportes mensais - maio 2013

Há quem deteste rotina. Não culpo estas pessoas, pois trata-se de um tremendo anti-clímax a repetição dos mesmos afazeres.

Não é bem o caso da minha carteira. Pode até parecer rotina, mas é planejamento mesmo.

Assim, mantive o aporte mensal focado em XPGA11, com a convicção de que só terei de fazer isto por mais um mês - e ai passar a aportar em BCFF11b, reequilibrando a proporção dos FIIs na carteira.

E para não causar sensação maior de perda de oportunidade, continuo usando o dinheiro extra que consigo angariar no mês para ir comprando CRUZ3 no fracionário. Com sorte, vou poder chegar ao final de maio com 5% deste ativo na minha carteira de ações - a metade do que pretendo possuir até o final do ano.

Muitos criticam o estabelecimento de metas, mas elas funcionam. Só assim para manter o foco em meio a um mercado em tendência de baixa como o nosso. Vamos torcer para que o quadro se reverta enquanto seguimos comprando bons papéis. Bom final de mês a todos!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Produtos e serviços bancários que facilitam a vida da pessoa física

Continuando o post anterior, tratarei agora dos produtos e serviços bancários que podem ser utilizados pela pessoa física tanto no controle das suas despesas quanto no pagamento das suas dívidas.

Como vocês irão perceber, muitas opções aqui sugeridas  não estão diretamente relacionadas ao objetivo inicial do produto elencado, mas decorrentes do seu uso no cotidiano das pessoas. Saber que é possível fazer desta forma pode ajudar no controle financeiro de cada um, principalmente quando tratamos de pessoas com desequilíbrios financeiros.

Como forma de facilitar a compreensão e tornar o post mais objetivo, resolvi explicar em tópicos. Caso alguém fique com alguma dúvida, é só me questionar nos comentários.

Cartão de crédito

O famoso dinheiro de plástico é uma ferramenta de negócio sensacional: traz segurança para quem vende ao mesmo tempo em que assegura o crédito do comprador.

Mas esta é apenas uma das várias vantagens presentes no cartão de crédito. Vou citar algumas:

- acumulação de pontos, ou milhas, que podem ser trocadas nos mais diferentes planos de fidelidade. É você gastando melhor a mesma quantidade de dinheiro;

- desnecessidade de uma conta bancária para se ter um cartão de crédito. Cartão de crédito é como carro 0Km, mesmo que você não queira sempre tem alguém tentando te empurrar um;

- planos que isentem ou diminuam a anuidade do cartão. Em muitos casos, basta uma ou duas compras mensais para se ter a isenção/abatimento.

Para quem pretende fazer planejamento das suas despesas, existe também a vantagem da data pré-definida para pagamento da fatura, porque torna o pagamento à vista num pagamento a prazo, sem custo adicional algum. Melhor:  como o banco emissor do cartão precisa estabelecer uma data para o fechamento da fatura - geralmente 5 dias antes da data de pagamento, basta que se compre dentro destes dias para que a compra à vista só seja paga no mês seguinte.

Já para quem está em dificuldade financeira, o cartão de crédito pode ser utilizado também como facilitador de repactuação do valor devido no comércio. Basta negociar o valor a ser pago e, utilizando o limite existente no cartão, parcelar essa dívida em X vezes.

Uma vantagem importante desta forma de pagamento de dívidas reside na facilidade de se obter comprovantes do pagamento: basta checar na fatura quantas parcelas foram pagas e quantas ainda faltam pagar. Importante salientar a necessidade de se firmar por escrito com o credor os termos deste pagamento, como forma de se comprovar a quitação do referido débito.

Não custa lembrar que pagamento parcelado no cartão é diferente de pagamento parcial da fatura. Quando você usa o limite do cartão para efetuar uma compra parcelada não incidem juros por parte do banco que concedeu este limite. Já o pagamento parcial da fatura nada mais é que o reflexo de um planejamento malfeito nas despesas pessoais.

Cartão de Débito

O cartão de débito tem 2 funções: substituir o dinheiro vivo, quando da compra à vista, e substituir o cheque pré-datado, quando da compra a prazo.

Como o cartão de crédito, ele também possui limite próprio, mas só para as compras a prazo. A diferença fundamental de ambos é que o cartão de débito não existe sem uma conta-corrente, a qual é atrelado. Também não tem data definida para o pagamento - ela é previamente definida entre você e o comerciante.

A sua vantagem é o custo: não possui anuidade. Mas existe uma ressalva: muitos bancos cobram taxas para o caso de não haver dinheiro em conta no dia do débito.

Por ser mais flexível, vejo este produto com ressalvas. Mas ele também pode ser utilizado para uma renegociação, nos termos da feita com o cartão de crédito explicada no tópico anterior.


Cartão alimentação

Ao contrário dos exemplos de cartões acima, o cartão alimentação mais se parece com o crédito de celular: precisa primeiro carregar ele com créditos para depois gastar. O problema é que este benefício acabou amarrando o trabalhador a menos estabelecimentos conveniados e também impediu a flexibilidade do seu uso.

Mas nada deixa de ser distorcido pelo nosso famoso jeitinho brasileiro.

No momento em que este benefício migrou do tíquete de papel para o plástico ele deixou de ser apenas um benefício para passar a ser uma bandeira de cartão, podendo ser utilizado na mesma máquina do cartão de crédito/débito. Logo, qualquer estabelecimento pode cadastrar-se como conveniado - basta que se adicione ao seu Objeto Social a venda de alimentos.

Desta forma, pôde-se comprar praticamente tudo com ele: de comida a combustível; de eletro-eletrônicos a roupas; de remédios a pneus... É só pesquisar no site do seu cartão alimentação. Lá existe uma relação dos estabelecimentos conveniados - e você pode filtrar a pesquisa por cidade.

Também é possível negociar a compra do produto com a introdução de um terceiro. Há casos onde o comerciante aceita receber um crédito em seu nome num estabelecimento que aceite o cartão alimentação. Conheço muitas pessoas que compram, móveis, material de construção e até o aluguel com um crédito no nome do credor. Passam o cartão em determinada loja e a mesma emite um vale (nota promissória) para consumo no estabelecimento.

Em casos de extrema necessidade, é possível até a venda do crédito à loja conveniada, geralmente com cobrança de juros (desconto), eis que o conveniado possui despesas pelo uso da máquina e também pela operação.


DDA - Débito Direto Autorizado

Para quem ainda não conhece, trata-se do serviço que possibilita a apresentação eletrônica dos boletos de cobrança, substituindo a apresentação em papel de planos de saúde, mensalidades escolares, condomínios, entre outros.

O cliente cadastrado no DDA passa a ser um 'Sacado Eletrônico' e todos os boletos de cobrança registrada (de qualquer instituição financeira) emitidos em seu nome são visualizados e podem ser pagos de forma eletrônica no Home e Office Banking, Autoatendimento e, em algumas instituições, por Telefone e Mobile.

Também é possível ao Sacado Eletrônico a consulta e o pagamento de títulos de terceiros que, normalmente, são de sua responsabilidade (ex.: mensalidades escolares emitidas em nome dos seus filhos, ou cônjuge). Basta que, neste caso, cadastre o sacado do título como seu 'Agregado'. Todos os títulos, emitidos contra os seus 'Agregados', poderão ser visualizados e pagos junto com os seus próprios títulos.

Vale lembrar que é um serviço gratuito e que pode ser solicitado até por quem possui apenas uma conta-corrente virtual.

Para os demais pagamentos, como luz, água, telefone fixo ou celular, existem também os sites das empresas, onde se consegue extrair a segunda via do pagamento.

Trocando em miúdos, só recebe conta atrasada quem quiser ter motivos para se queixar dos Correios.


Home Banking e Office Banking

Aqui você ganha tempo e dinheiro, porque são poucas as coisas que não podem ser feitas online. Basicamente, saque e emissão de folhas de cheque.

Como se trata de auto-atendimento, grande parte dos seus serviços são gratuitos. Citarei alguns exemplos: extratos dos últimos 2 anos; fatura do cartão de crédito; pagamento e agendamento de pagamento; transferência entre contas do mesmo titular, mesmo em se tratando de bancos diferentes; consulta de recibos de pagamento e também dos débitos em conta. E muitos outros.

Aliado ao uso dos cartões e ao DDA, hoje ficou muito mais fácil de se evitar as filas de banco e dos ATM's.

Consórcio

Aqui não pretendo me ater ao objetivo primordial do consórcio, que é a aquisição de um bem.

Para quem não sabe, é possível utilizar o valor aplicado no consórcio como uma poupança. Você é sorteado, mas não retira a carta de crédito. O seu valor é rentabilizado de acordo com o prospecto do grupo, e o dinheiro é devolvido após o seu fechamento contábil.

Para quem vale a pena? Para pessoas que já tentaram de tudo, mas não conseguem guardar dinheiro, todo mês, numa conta poupança. Ou que não conseguem deixar este dinheiro lá, parado, por muito tempo.

Caso você for num banco procurar por um produto que faça isto, eles te recomendarão uma capitalização, só que esta não compensa por ter um tempo maior de duração e uma rentabilidade menor.

Empréstimos

A meu ver, ninguém deveria fazer um empréstimo. É mais último caso do que comprar consórcio ou capitalização como forma de se fazer uma poupança forçada. Mas existem casos em que é a última - ou a única - alternativa.

Vou deixar claro aqui que me refiro ao empréstimo feito com o objetivo de quitar dívidas, pois ele não agrega valor algum ao nosso patrimônio. Fosse uma operação de fomento, ou então para aquisição de um bem imóvel, ai seria outra história.

Aqui vão algumas dicas:

- Antes de fazer qualquer tipo de empréstimo, primeiro se informe das opções disponíveis. Pesquise mesmo! Cada banco tem sua tabela de juros e, acredite, elas variam muito e sempre é possível negociar uma taxa menor. Sempre!

Por exemplo: você sabia que a CAIXA só é competitiva no crédito imobiliário quando você financia via Minha Casa Minha Vida? Nas demais, seja compra de material ou então aquisição de bem imóvel, ela perde para todas as instituições públicas e para quase todas as instituições privadas.

- Tiver de escolher um tipo de operação, prefira as de pagamento único, como antecipação de IR e de 13º, porque são pagamentos extraordinários ao nosso orçamento, não tendo um peso tão forte quanto uma consignação, que tunga a renda todo santo mês.

- Caso opte fazer um empréstimo, principalmente consignado, prefira um prazo mais longo para pagamento, mesmo que com isso tenha a incidência de um juro maior. Uma parcela menor faz com que você não comprometa ainda mais suas finanças e facilite na antecipação das parcelas restantes - o que acaba por reduzir os juros efetivamente pagos da operação.

E, por favor, NUNCA faça um empréstimo diretamente com uma financeira - nem consignado! Os juros são muito, mas muito maiores do que em qualquer banquinho de esquina. Não precisa nem fazer conta, muito menos pesquisar. É sempre mais caro.



No próximo post acerca deste tema tratarei dos produtos existentes que facilitam o trabalho da pessoa jurídica, tanto na segurança das transações realizadas quanto nas formas de aumentar o capital de giro sem onerar demais o faturamento da empresa.

Até lá, estejam livres para comentar, questionar e criticar os tópicos aqui expostos. Boa semana a todos!



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um pouco de educação financeira - você conhece os serviços bancários disponíveis? Mesmo?

A maioria das pessoas tem interesse em aprender mais a respeito de educação financeira, mas ainda desconhece boa parte das opções disponíveis para o controle e o manejo das suas finanças.

Vou dar um exemplo.

Eu estou endividado (e/ou sem capital de giro para minha empresa), e não sei mais o que fazer. O(s) banco(s) não me disponibiliza(m) mais folhas de cheque, o limite do cheque especial está todo tomado, já me utilizei de todos os empréstimos automáticos disponíveis no Autoatendimento... e ai?

E ai que eu preciso viver E pagar minhas dívidas.

Até aqui, boa parte dos blogs de finanças já trataram do assunto, mas de forma geral: como cortar despesas, arranjar dinheiro extra, estabelecer prioridades... Tudo muito bom, mas teórico demais, pessoal demais.

Existem opções boas e baratas - muitas gratuitas! - que as instituições financeiras ou o próprio comércio nos oferece e que não apenas podem: elas devem ser utilizadas por todos.

Vamos à prática, então?

Eu aqui pretendo expor as formas que tanto o consumidor quanto o empresário têm para interagir nas suas relações diárias, minimizando os custos para quem compra e também o riscos para quem vende.

Para fazer isso - trata-se de um texto longo - dividirei este post em duas partes: primeiro tratarei das possibilidades dadas a nós, consumidores. Basicamente, exporei aqui algumas opções existentes há tempos, mas ignoradas por muitos: cartão de crédito; cartão de débito; Home Banking; cartão alimentação; DDA, entre outros.

Após, tratarei das possibilidades que se abrem para o empresário, principalmente para aqueles que ainda temem o dinheiro de plástico - parece piada, mas a grande maioria ainda prefere o de borracha (cheque) porque pensa se tratar da única caução disponível para a antecipação de recebíveis. E olha que a gama de opções aqui é muito maior que a existente para a pessoa física!

Cabe aqui salientar que decidi escrever a respeito como forma de conscientização, pois vejo que inúmeras oportunidades se perdem pelo mau uso dos mecanismos disponibilizados. Nomes se sujam, empresas fecham, negócios não são feitos... muitas vezes, por puro desconhecimento das formas de pagamento que fogem da tríade "à vista - cheque pré-datado - caderno(o popular fiado)".

Fiquem à vontade para enviar críticas e sugestões a respeito, porque o assunto promete ser bastante interessante.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Fechamento - Abril 2013

Um mês de tirar o fôlego!

Abril passou como um furacão: primeiro derrubou a cotação de todos os papéis, inclusive os do Tesouro Direto, para depois apresentar uma excelente recuperação em quase todos eles.

Abril também foi mês de proventos: dividendos de VALE5 e CRUZ3 já incorporam a carteira, cada mês um pouquinho maior.

E, finalmente, abril foi mês de surpresas: o valor estabelecido para os papéis da subscrição de BCFF11b - R$0,20 - e o prazo para aceitação tão exíguo, dia 09 de maio, me fizeram repensar a estratégia de compra: vou passar a subscrição e comprar as cotas a mercado assim que terminar de montar a posição em XPGA11 que havia planejado em janeiro. O máximo que poderá acontecer é ter de pagar uns reais a mais por cota.

A oscilação, como já dito, foi muito grande durante todo o período, mas ainda assim a carteira fechou no azul pela primeira vez em 2013: 0,49%, ou -6,39% no ano.

Reitero que não me preocupo tanto com estes números, pois penso ser um problema de preço, e não de valor. Os fechamentos mensais são um simples retrato, enquanto o objetivo traçado só será alcançado ao final de um longo rolo de filme, gravado sob aportes constantes e reaplicação do maior volume de recursos possível.

Por isso continuo feliz pelo retorno do valor aplicado (a famosa renda passiva) já ser superior a recebida em 2012 em números absolutos, o que me permite ser otimista no crescimento do meu patrimônio para 2013 e nos anos vindouros, porque terei mais ativos descontados no portfólio - e em algum momento eles serão precificados corretamente pelo mercado.

A composição da carteira encerrou o mês de abril assim:



A meta para o final do ano segue a exposição do post Início dos trabalhos : 60% em ações, 25% em FII e 15% em TD. Devido a compra de CMIG3 e CRUZ3 no mês, o percentual das ações não se alterou; sua divisão ficou 35% CMIG3; 33% VALE5; 18% WEGE3; 10% ELPL4 e 4% CRUZ3.

 Já os FII's perderam terreno, mesmo com a compra  feita em XPGA11, pela queda na cotação de BCFF11b. Sua divisão ficou 65% XPGA11 e 35% BCFF11b.

Para maio, o objetivo continua sendo o mesmo: o aporte vai para XPGA11, proventos (provavelmente o pagamento dos JCP de ELPL4) e extras para CRUZ3. Mas isso será melhor explicado nos posts específicos que virão. Bom mês de maio a todos!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aportes mensais - abril 2013

Como não houveram mudanças bruscas no planejamento, o aporte do mês seguiu o rumo dos meses anteriores e serviu para aumentar a posição em XPGA11.

Neste ritmo, termino minhas compras anuais do ativo em junho - e ai parto para adquirir as cotas de BCFF11b necessárias para equiparar novamente a proporção de ambas em carteira.

Um adendo: como a subscrição da BCFF11b saiu agora, e eu contava com ela só para o final do mês que vem, provavelmente terei de vender quase todas as BCFF12 que recebi em custódia. Dá uma graninha extra, pelo menos.

Já o dinheiro decorrente dos proventos de VALE5 e de CRUZ3, juntamente com uma grana extra, foram mesmo empregados no aumento de posição na segunda, ampliando seu peso na carteira. A previsão é manter as compras em Souza Cruz até que a mesma tenha o mesmo peso em carteira da Eletropaulo. Ai partirei para a aquisição de papéis de ambas ou para a compra de um novo papel.

Ressalto aqui que fiquei muito satisfeito com os resultados informados pela Souza Cruz no primeiro trimestre. Principalmente pelo mercado estar punindo um ativo que apresentou aumento do seu lucro e melhora na sua margem EBITDA mesmo com uma redução nas vendas do período. Da mesma forma muito me agradou saber que a Vale do Rio Doce lucrou mais dinheiro no primeiro trimestre do que distribuiu a seus acionistas - mais um indício de que este ano teremos mesmo proventos extraordinários, e não um corte nos rendimentos.

A 'novidade' ficou com a bonificação das ações de CMIG3, que me motivaram a retirar um dinheiro da reserva de segurança alocada em poupança para comprar alguns papéis no fracionário e fechar o lote de 100 a partir do dia 02/05, na efetivação das novas ações.

O mês da Bovespa vem sendo punk, mas a estratégia seguida continua sendo de longo prazo. Poderia me queixar da carteira continuar negativa em 2013, mas como reclamar da bolsa andar de lado se isto beneficia a formação da minha carteira num valor mais convidativo? Bom final de mês a todos!